Tags

 

 

Educação Integral

Aloizio Mercadante participou de Painel RBS sobre ensino no país.Evento em Porto Alegre reuniu secretários de educação de RS e SC.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu nesta terça-feira (28) a ampliação das escolas com educação integral para melhorar a qualidade do ensino e o envolvimento dos alunos com o aprendizado. Durante o Painel RBS que debateu a qualidade de ensino no país, em Porto Alegre, o ministro defendeu o programa como uma das prioridades do governo. Também participaram do evento os secretários de educação do Rio Grande do Sul, Jose Clovis Azevedo, de Santa Catarina, Eduardo Deschamps.

“Quando você passa de quatro para sete horas diárias, o salto é muito grande. Sem educação integral, o Brasil não dará um salto estratégico como precisa dar. A escola integral vai ser a grande prioridade”, disse Mercadante, durante o debate que marcou o lançamendo da campanha “A Educação Precisa de Respostas”, do Grupo RBS.

Segundo o Ministério de Educação, o Brasil antecipou para 2012 a meta de 2014 do Programa Mais Educação, que era de chegar a 32 mil escolas com educação integral. “O Brasil precisa caminhar nesta direção. Em três horas a mais dá para dar reforço em português, matemática e também incluir programas de cultura, teatro, música, debater leis de trânsito”, afirmou.
Durante a entrevista, Mercadante ainda anunciou para 2013 um concurso em parceria com o Todos Pela Educação em 2013, em que serão premiados os melhores professores do Brasil. A ideia é disponibilizar os projetos mais eficientes em um portal, com acesso a todo o planejamento e às aulas criadas para cada dia do ano letivo.

Educação não acompanha desenvolvimento da economia
O ministro foi questionado sobre o motivo de o desenvolvimento visto nos últimos anos no Brasil não se refletir na educação. “Apesar do lugar ruim no Pisa ser um pouco histórico, nós somos o terceiro país que mais avançou no Pisa nos últimos anos”, justificou.
Para melhorar a posição, Mercadante citou a alfabetização das crianças na idade certa, com qualificação de alfabetizadores e avaliação externa para verificar como está a aprendizagem dos alunos. “Esta é nossa primeira prioridade, estamos fazendo um pacto para isso. Todos os secretários de educação estão comprometidos com isso. Vamos fazer uma avaliação externa para verificar se aos 7 anos as crianças estão aprendendo a ler e escrever. Com isso, podemos corrigir rumos”.

Ele ainda cita como problemas a mudança do sistema de ensino na 6ª série do ensino fundamental, quando o aluno deixar de ter um só professor para ter vários. “A ideia é fazer uma inserção mais suave nos anos finais. Além disso, o grande desafio que nós temos é o ensino médio. O Enem vai nos ajudar a redesenhar o currículo do ensino médio. Hoje é uma enciclopédia, uma fragmentação do ensino”.
A proposta do Ministério é adotar o padrão do Enem e implantar nas escolas o currículo com quatro áreas principais: matemática, língua portuguesa e redação, ciências da natureza e ciências humanas. Em outubro, uma nova reunião do Conselho Nacional de Educação debaterá a avaliação do ensino médio e a proposta de um novo currículo. “Não se pode ter um ensino médio enciclopédico, em que você dá um pouco de tudo”, completa.

A experiência do Rio de Janeiro
A secretaria de educação municipal do Rio, Cláudia Costin, falou sobre o sistema que estabelece metas para as escolas e premia as melhores com verbas. “Há um certo tabu em se premiar professores. O que o Rio vem fazendo, e é por isso que nós demos um salto, é definir metas e premiar que as alcança”, explica. Segundo a secretária, os objetivos foram definidos para que as escolas se superem em relação aos números de 2009. “A meta não é de ser o melhor, é de melhorar”. Cláudia Costin ainda defendeu a importância de ter um currículo claro e unificado.

Pouca atratividade para a carreira do magistério
Conselheiro do Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos salientou a importância do salário e do plano de carreira para melhorar a condição dos professores e também para atrair jovens mais preparados para escolherem a carreira. “O que os países que estão no topo da educação têm em comum? Eles conseguem atrair os jovens mais talentosos para a carreira do magistério. Aqui no Brasil, ninguém quer ser professor. Geralmente são os alunos mais fragilizados é que chegam para ser professores”.

Tópicos:

veja também

 

Anúncios