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Educação
Por Austri Junior
Educação Integral é minha área de atuação e minha especialidade. Estou preparando um artigo para postar aqui no blog (e não será por agora, isso vai demorar um certo tempo), onde farei muitas observações e revelações muito interessantes. 
No referido artigo, também farei comentários à cerca das postagens sobre a Educação Integral, que está acontecendo em todo o Brasil, e que através da busca e da  pesquisa pela internet, postarei aqui no Blog Educação, Cultura e Sociedade.
Austri Junior
Editor 
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São Paulo:

Educação convida 155 escolas a se tornarem unidades de

tempo integral

Familiares de alunos e equipes escolares decidem até 13 de março adesão a programa
Começa nesta semana a consulta a 155 escolas estaduais pré-selecionadas para integrar o novo modelo de Escola de Tempo Integral, a partir de 2014. Os conselhos escolares dessas unidades, localizadas em 88 municípios paulistas, deverão decidir até 13 de março se irão aderir ao programa.
Iniciado em 2012 em 16 escolas de Ensino Médio, o novo modelo de Escola de Tempo Integral foi ampliado em 2013 para outras 53 unidades, incluindo o ciclo II (6º ao 9º ano) do Ensino Fundamental. O novo modelo é implantado mediante adesão, a partir de consulta feita a escolas pré-selecionadas. Os critérios de seleção incluem os níveis de ensino oferecidos (ciclo II do Fundamental e Médio), não ser compartilhada com unidades municipais e possuir espaço físico adequado para a implantação de instalações específicas do programa.
“O programa foi concebido a partir dos resultados de pesquisas, avaliações e experiências educacionais realizadas no Brasil e em outros países. A ampliação da jornada escolar é uma estratégia fundamental para garantir um salto de qualidade da educação de nossos alunos, de modo a cumprir com um dos principais objetivos estabelecidos pelo governador Geraldo Alckmin, ao criar o programa Educação – Compromisso de São Paulo, que é fazer de nossa rede estadual de ensino um dos melhores sistemas educacionais do mundo”, afirma o secretário da Educação do Estado de São Paulo, professor Herman Voorwald.
Diferenciais do novo modelo
No novo modelo de escola de tempo integral, a jornada é de oito horas e meia no Ensino Fundamental e de nove horas e meia no Ensino Médio, incluindo três refeições diárias. A estrutura conta com salas temáticas de português, história, arte e geografia e salas de leitura e informática.
Na matriz curricular, os alunos terão orientação de estudos, prática de ciências, preparação acadêmica e para o mundo do trabalho e auxílio na elaboração de um projeto de vida, que consiste em um plano para o seu futuro.
Além das disciplinas obrigatórias, os estudantes contam também com disciplinas eletivas, que são escolhidas de acordo com seu objetivo. Cada escola define quais serão elas, conforme o interesse dos alunos. Podem ser aulas relacionadas a línguas, tecnologia, artes, entre outros temas. O intuito é contribuir para que o jovem esteja apto para a realização do seu projeto.
Outro ponto forte do novo modelo está no sistema de trabalho oferecido para os docentes que atuarem exclusivamente nas escolas de ensino integral. É um regime de dedicação plena e integral de 40 horas semanais com carga horária multidisciplinar, que promove uma maior aproximação entre professor e aluno.
Para isso o docente recebe uma gratificação, que, por meio de lei sancionada em dezembro do ano passado, foi ampliada de 50% para 75% sobre o salário do professor, inclusive sobre o que foi incorporado durante sua carreira. Por exemplo, para um professor que acabou de entrar na rede ou que ainda esteja na faixa 1/nível 1 a remuneração passará de R$ 2.088 para R$ 3.654. A gratificação é computada nos cálculos do 13º salário, do acréscimo de um terço de férias e dos proventos da aposentadoria.
Para estarem aptos para desenvolver as atividades previstas na matriz curricular diferenciada, os professores atuantes no novo modelo de escolas de tempo integral passam por uma formação específica.
Novo modelo já apresenta resultados
Uma avaliação diagnóstica realizada nas 16 escolas de Ensino Médio em que o programa teve início no ano passado, nos meses de março e setembro de 2012, mostra que o modelo obteve importante impacto no aprendizado dos estudantes.
“Os resultados positivos da avaliação são reflexos dos três eixos estruturantes do programa: excelência acadêmica, professores com dedicação exclusiva a uma unidade escolar e o protagonismo juvenil”, acrescenta Valéria de Souza, coordenadora do programa.
Confira os resultados da Avaliação Diagnóstica:

20130219_escola_integral_avaliacao_1885
Fonte: Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, em 20/02/13
http://www.educacao.sp.gov.br/noticias/155-escolas-sao-convidadas-a-se-tornarem-unidades-de-tempo-integral

 

A Educação Integral no Rio Grande do Sul

 

 

 Educação Integral

 

Escola de Tempo Integral

Apresentação 
O programa visa atender crianças e adolescentes de determinadas regiões do Estado em torno de uma proposta pedagógica que responda às necessidades básicas dos alunos das escolas públicas estaduais. As Escolas de Tempo Integral passam a oferecer, além de uma educação de qualidade no turno regular, oficinas pedagógicas no turno inverso, atendendo os estudantes de forma completa. Além de profissionais capacitados e materiais didáticos, cada estudante recebe no mínimo três refeições diárias, garantindo melhores condições para o seu aprendizado. O programa é destinado a crianças e adolescentes de baixo poder aquisitivo, oportunizando-lhes uma maior qualidade de ensino, na medida em que são trabalhados em todas as áreas do conhecimento, ampliando, com metodologias diversificadas, os conteúdos da base curricular.
A essência do projeto é a permanência da criança e do adolescente na escola, assistindo-o integralmente em suas necessidades básicas e educacionais, ampliando o aproveitamento escolar, resgatando a auto-estima e capacitando-o para atingir efetivamente a aprendizagem, sendo alternativa para redução dos índices de evasão, de repetência e de distorção idade/série.
É a escola pública o tempo todo ao lado da comunidade.

Objetivos

  • Manter os estudantes com atividades, no instante em que os pais estão buscando o sustento da família no mundo do trabalho;
  • Educar os alunos para o pleno exercício da cidadania, orientando-os para a vida;
  • Criar hábitos de estudos, aprofundando os conteúdos vivenciados no turno regular;
  • Vincular as atividades pedagógicas às rotinas diárias de alimentação, higiene, recreação e estudos complementares;
  • Orientar, com auxílio de profissional competente, pais e educandos da importância de cultivar bons hábitos alimentares e de higiene;
  • Suprir a falta de opções oferecidas pelos pais no campo social, cultural, esportivo e tecnológico;
  • Desenvolver as habilidades do educando desde o cultivo da terra à eletrônica, levando em consideração sua origem ou procedência, bem como suas tendências e habilidades;
  • Possibilitar aos estudantes, oriundos de famílias de baixa renda, ambiente adequado e assistência necessária para a realização de suas tarefas;
  • Incentivar a participação responsável da comunidade, buscando, através do seu engajamento no processo educacional, diminuir as desigualdades sociais e, conseqüentemente, reduzir os altos índices de violência;
  • Promover ampliação e humanização do espaço da sala de aula;
  • Adaptar à realidade econômica de cada região com a diversificação de culturas, visando à transformação qualitativa das estruturas produtivas já existentes.
Fonte: Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul

 

Pós-graduação traz novas perspectivas sobre Educação Integral no Campus Erechim

 

 

Educação Integral
Disciplina ministrada por Jaqueline Moll tratou de políticas de educação integral.
Enquanto boa parte dos estudantes encontra-se em férias, na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) Campus Erechim um grupo de profissionais que atuam, na grande maioria, na área da educação começou o ano em sala de aula. Durante cinco dias, a partir de três de janeiro, estudantes da pós-graduação lato sensu em Educação Integral participaram das aulas da disciplina de Políticas de Educação Integral, ministrada pela diretora de Currículos e Educação Integral da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, Jaqueline Moll.
A representante do Ministério da Educação é uma das referências no país para a área da Educação Integral. Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), há oito anos atua no Ministério, cinco deles trabalhando especificamente com Educação Integral.
Segundo ela, que abriu um espaço nas férias para ministrar a disciplina, o diálogo com professores que estão construindo esse campo de conhecimento no Brasil, construindo práticas pedagógicas que deem respostas inovadoras e que façam a diferença num contexto de escola pública é muito rico.
“Tenho um trabalho de gestão no Ministério, viajando muito pelo país. Dou muitas palestras, mas sempre são contatos muito pontuais; aqui houve o convite para uma disciplina de 40 horas, então eu pude estar durante cinco dias ouvindo, falando, trazendo as referências teóricas, históricas que têm nos ajudado a construir este campo e tive um grande prazer em estar aqui”, conta.
De acordo com Jaqueline, a política de Educação Integral no Brasil está em construção, por isso o debate sistematizado sobre o tema é um passo importante para avançar na sua consolidação. “Nós temos um longo caminho pela frente, nós temos pelo menos uma década e meia de trabalho árduo, porque nós temos que reconfigurar, inclusive materialmente, o espaço público, o espaço físico das escolas, para uma escola que, pensada para um turno integral, possa ser uma escola completa”, diz.
Isso inclui não apenas a ampliação da jornada, que é uma característica da Educação Integral, mas também a construção de um currículo que proporcione uma formação integral e interligada com a realidade das comunidades.
Nesse sentido, Jaqueline destaca o papel da UFFS no avanço da Educação Básica da região na qual está inserida, tanto no aspecto do ensino, quanto no da pesquisa e da extensão, na formação de professores, na produção de conhecimento sobre os melhores caminhos para a efetiva implantação de uma Educação Integral. “Se espera muito desta universidade em interação com as questões regionais”, concluiu.
Novas perspectivas
Conforme a estudante do curso de pós-graduação em Educação Integral, Adriana Rodrigues Pilar, a especialização está fazendo com que ela lance um novo olhar sobre o tema. “Eu acreditava que era necessário, antes de implantar a Educação Integral, mudar a sociedade; hoje percebo que é possível fazer o caminho inverso, que a Educação Integral pode ser a motivadora de uma revolução social no Brasil”, afirma. Adriana é professora da rede municipal de ensino de Passo Fundo (RS), com formação na área de Geografia.
Luciana da Veiga, que também está cursando a especialização, aponta a característica da Educação Integral sob o prisma da inclusão dos conhecimentos das camadas populares nos currículos. “Trata-se de olhar mais para o aluno e para o contexto em que ele vive, romper um pouco com a ideia de que conhecimento tem relação, apenas, com erudição”, argumenta. Essa aproximação, na opinião dela, traz em sua essência uma nova concepção de cidadão, de cidadania e de sociedade. Luciana tem formação na área de História e reside no município de São Valentim (RS).
A especialização em Educação Integral na UFFS Campus Erechim tem cerca de 50 estudantes matriculados.
Qui, 10 de Janeiro de 2013  
Fonte: Oportunidades
 http://www.uffs.edu.br/index.php?site=uffs&option=com_content&view=article&id=3935:pos-graduacao-traz-novas-perspectivas-sobre-educacao-integral-no-campus-erechim&catid=288:noticias&Itemid=844

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