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  Por BÁRBARA LIBÓRIO
DE SÃO PAULO

Seis tecnologias devem mudar o cenário da educação superior nos próximos cinco anos. É o que identificou um relatório publicado por um grupo de especialistas em tecnologia educacional das instituições New Media Consortium (NMC) e Educase.

O estudo classificou as tendências em curto, médio e longo prazo.

Justin Sullivan/AFP
Participante da conferência para desenvolvedores do Google, chamada I/O, testa os óculos inteligentes Glass
Participante da conferência para desenvolvedores do Google, chamada I/O, testa os óculos inteligentes Glass

CURTO PRAZO

A tecnologia dos cursos on-line e tablets deve impactar o ensino superior nos próximos 12 meses.

Segundo o relatório, esses cursos estão se tornando cada vez mais populares entre os estudantes. “Os cursos on-line já são encarados como realidade. Por lei, as instituições de ensino já são autorizadas a entregar 20% do conteúdo de seus cursos dessa maneira. Grandes nomes da educação já utilizam essa ferramenta e há um grande crescimento na modalidade de ensino à distância também, afirma Pavlos Dias, gerente da empresa de tecnologia para a educação Blackboard no Brasil.

Já os tablets podem auxiliar o ensino fora das universidades, que inclusive já tem softwares para explorar essa possibilidade. Segundo Dias, a discussão é definir se as universidades devem oferecer os tablets, ou apenas a solução para que cada estudante use seu aparelho.

MÉDIO PRAZO

Nos próximos três a cinco anos, a linguagem dos jogos eletrônicos e o “big data” (análise de grande volume de dados) também devem se destacar.

“Hoje, existem muitos aplicativos que ajudam na execução de tarefas. A tendência é que isso chegue à educação também. Além disso, as aulas precisam ser mais divertidas, e os games podem ajudar a atrair alunos que buscam por isso”, diz o gerente.

Já o “big data” pode ajudar na implantação de um ensino mais personalizado. Assim como o recurso é utilizado em áreas de negócios para analisar comportamento e hábitos de consumidores, ele pode apontar as preferências e necessidades dos alunos.

“Isso é algo que ainda vai evoluir muito. A gente espera que daqui a alguns anos o ensino superior seja totalmente personalizado e dê a cada aluno exatamente o que ele precisa e o que funciona para o seu aprendizado”, afirma Dias.

LONGO PRAZO

Em cinco anos, as tecnologias da impressão 3D e de equipamentos integrados a roupas e acessórios — como óculos — devem mudar o cenário educacional.

A impressão tridimensional deve facilitar a criação de protótipos e modelos, e ser bastante utilizada nas áreas de artes, design e ciências.

De acordo com o relatório, as tecnologias de equipamentos como o Google Glass dão aos usuários uma experiência de “realidade ampliada”. Além disso, outros dispositivos podem monitorar as condições físicas de uma pessoa em tempo real, sendo úteis nas áreas biológicas.

“O Google Glass é algo que pode vir a ser bastante explorado. Gravar uma aula e assisti-la novamente em casa ou fazer marcações em uma aula em vídeo pode ajudar muito no desempenho de um aluno”, diz o especialista.

Segundo Dias, o importante é se atentar à capacidade de absorção dos professores a essas novas tecnologias. “Temos que comparar a velocidade com que as tecnologias avançam com a velocidade que os professores vão absorver isso. Precisamos prepará-los para essas novas tendências e não fazer com que isso seja mais um problema para eles”, explica.

Fonte consultada: Folha de São Paulo

http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/2013/09/1332659-estudo-mostra-seis-tecnologias-que-vao-revolucionar-as-universidades.shtml

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