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Teologia

A vinda do Papa Francisco I ao Brasil realmente mexeu com as estruturas das igrejas e dos crentes – refiro-me à todas as igrejas e à todos os cristãos – porque Francisco balançou as consciências dos cristãos e também, as consciências daqueles que se dizem cristãos, sejam eles, católicos, protestantes, ou evangélicos. Muitos estão falando sobre a visita do Papa (bem ou mal, mas estão falando). Entretanto há aqueles que estão falando bem, mas com “ressalvas”. O pastor Caio Fábio em seu programa “Papo de Graça” fez uma ótima análise da visita papal e disse que 2% do que Francisco falou foram “besteiras católicas”. Concordo com tudo o que o pastor Caio Fábio falou sobre a pessoa do Papa Francisco I, mas, sinceramente, quanto à questão dos 2% da fala do Papa, eu não penso assim e não concordo com isso! Entretanto, gostei  muito de tudo o que Caio Fábio Fábio considera 98% positivo, sobre as falas do Papa.

Abaixo temos a análise do teólogo evangélico Rubens Teixeira que após dar uma entrevista para o Jornal O Dia, analisando a visita papal positivamente (que também gostei muito). Entretanto, ele publicou uma “justificativa” da sua entrevista em um portal evangélico.

Sobre esses fatos, fico pensando: Não podemos simplesmente reconhecer a grandeza do Bergoglio e admitir que ele é realmente um grande líder espiritual (e político), um homem carismático e muito simples (não simplório), um grande ativista político e social, um intelectual, um poliglota, um homem cheio de sabedoria, um homem de Deus e cheio do Espírito Santo, sem colocar ressalvas em nossos discursos por causa das nossas diferenças teológicas e ou doutrinárias, sem precisar de ressalvas para justificar as nossas falas em detrimento de sermos protestantes ou evangélicos para agradar à determinados grupos ou pessoas? Se não estamos querendo nos justificar ou agradar a ninguém, então será que não podemos esquecer as nossas crenças ou posições doutrinárias e teológicas e simplesmente dizer a verdade? “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Conf. Jo 8.32).

Queiramos nós ou não, Francisco realmente deixou um rastro luminoso nas mentes e corações daqueles que realmente amam o Senhor Jesus e o seu Evangelho (não estou falando da bíblia em si). Digo: A mensagem de Boas Novas do Senhor Jesus para a humanidade. Francisco foi no Brasil e é em toda a sua vida Sacerdotal o mensageiro dessas Boas Novas. Para mim, Francisco é um dos (poucos) Profetas desses tempos modernos. Quando digo “Profeta”, refiro-me ao sentido real da palavra, e não aos adivinhos que sapateiam em transe e em altíssimo desequilíbrio espiritual e emocional, autodenominando-se “vasos”, quando na realidade estão mais  para penicos ou para latrinas.

Austri Junior – Teólogo Protestante

Editor do Blog Cultura e Sociedade

Leia abaixo a entrevista do teólogo evangélico Rubens Teixeira ao Jornal o Dia (e a sua justificativa), e veja o vídeo do pastor Caio Fábio:

Informe do Dia: primeira na

segunda com Rubens Teixeira

‘O Papa sai fortalecido da

vinda ao Rio de Janeiro’

por Carlos Brito

29/07/2013 00:00:10

  

Rio – Para o advogado e professor de Teologia Rubens Teixeira, o sucesso da vinda do Papa ao Rio aumenta seu respaldo para fazer mudanças na Cúria, responsável pela administração da Igreja. Segundo ele, Francisco voltará para o Vaticano bem fortalecido.

Qual é o tamanho da importância da vinda do Papa ao Brasil?

A visita dele é importante em muitos aspectos, mas principalmente em dois: fortalece a fé dos católicos e também dá respaldo ao próprio Papa para que ele consiga fazer as reformas que pretende na Cúria.Muito carismático, Francisco passou a imagem de ter muita credibilidade.

É possível estender os efeitos da visita para fora do campo religioso?

Acredito que sim. Sabemos que a Igreja Católica é muito representativa dentro da vida política. A vinda do Papa Francisco pode, de alguma forma, influenciar os representantes políticos dessa religião a fortalecer as ideias defendidas por ele. Mas para isso, ainda teremos que esperar um pouco mais para ver.

Nos últimos anos vimos um crescimento de igrejas evangélicas e uma queda no número de católicos. Por que isso aconteceu?

Há vários fatores. Mas um dos principais é o fato de que a Igreja Católica possui uma estrutura muito rígida. No fim, seu direcionamento depende das decisões do Papa. As igrejas evangélicas são descentralizadas, não seguem uma liderança única. Isso aumenta demais a sua abrangência.

Nota de Esclarecimento sobre minha entrevista ao Jornal O Dia intitulada:

“O Papa sai fortalecido da vinda ao RJ”

 em 29 de julho de 2013

Nota de Esclarecimento sobre minha entrevista ao Jornal O Dia intitulada: “O Papa sai fortalecido da vinda ao RJ”

*por Rubens Teixeira

Fui procurado, por telefone, pelo Jornal O Dia, do Rio de Janeiro, para falar sobre a vinda do Papa ao Brasil. Como sempre faço, busco colaborar com a imprensa, pois entendo que prestam valioso serviço à sociedade.  A entrevista foi publicada no Informe O Dia, em 29 de julho de 2013, exatamente no dia que escrevo este esclarecimento. Fui indagado sobre algumas questões e o repórter expôs um resumo dentro do foco que ele quis dar à matéria. Acredito que tenha feito o melhor que pôde. Contudo, como pastor evangélico, acho-me na obrigação de enfatizar alguns pontos que esclareci na entrevista e que não foram selecionados para compor a matéria.

Primeiramente, não havia como eu me furtar de ser honesto e admitir a importância, para a Igreja Católica, da vinda do papa, seu líder internacional, ao Brasil. A presença do pontífice, como observamos, aumentou o fervor dos religiosos. O líder do Vaticano, como ficou visível, é carismático e isso certamente o ajudará a obter apoio para realizar as mudanças que pretende na Igreja Católica.

Deixei claro também que, do ponto de vista de defesa política dos princípios cristãos, como a posição contrária ao aborto e outros temas também defendidos por evangélicos, a Igreja Católica, seja através de seu líder, da CNBB e dos padres, com a vinda do papa ao Brasil, tornaria estas posições mais evidentes, pois certamente o fervor dos católicos seria elevado e os tornariam mais sensíveis à defesa dos princípios cristãos reforçados pelos seus líderes. Não podemos deixar de considerar que o Brasil tem maioria católica e que a opinião do Papa influenciaria, em muito, a opinião dos parlamentares devotos dessa religião. A Igreja Católica tem defendido de forma sistemática e contínua princípios cristãos relacionados à vida e à família, não só no Brasil como em todo o mundo. Isso ajuda a frear a fúria contra os cristãos de um modo geral.

Quando perguntado sobre a questão do crescimento evangélico, destaquei diferenças doutrinárias com relação à Teologia Católica e a Evangélica. Apontei que a Igreja Católica dá ao Papa (clero), ao Catecismo e à Bíblia um status de autoridade para a formulação da doutrina religiosa; os evangélicos dão essa autoridade somente à Bíblia. Enfatizei que a Bíblia Católica era semelhante à evangélica, mas contém sete livros a mais, considerados apócrifos e que não fazem parte do cânon sagrado. Reforcei que a Igreja Católica utiliza santos como intermediários para acessar a Deus e que isto era visto pelos evangélicos como idolatria, pois o único caminho para se chegar a Deus é Jesus Cristo, como o próprio Senhor definiu (João 14.6).

Enfatizei também que a ordem de Jesus, de ir e pregar o evangelho a toda criatura (Marcos 16.15), é determinada a todos os seus seguidores, e não apenas a um grupo restrito, no universo cristão. Cada evangélico sente sobre seus ombros essa responsabilidade e muitos procuram levá-la adiante. Isto faz com que a pregação seja descentralizada, atingindo, assim, pessoas diversas, aonde nem mesmo a instituição igreja chegaria. Outro fator que facilita o avanço do número de evangélicos é a atuação descentralizada das denominações evangélicas, que dá maior abrangência ao alcance da pregação dessas igrejas, o que aumenta as possibilidades de expansão do número de evangélicos no Brasil.

Tenho a plena consciência de que Deus ama católicos, evangélicos e ama a todas as pessoas. Quer salvar a todos. A Bíblia diz que a salvação é através de Jesus (João 3.16 e 14.6). Diz que devemos julgar a nós mesmos ( II Coríntios 11:31) e proíbe julgarmos aos outros (Mateus 7.1). Diz que Deus é contra qualquer espécie de idolatria (Deuteronômio 5.8, Salmos 115), sejam as praticadas por católicos, por evangélicos ou por quaisquer outras pessoas que eventualmente coloquem qualquer coisa ou pessoa no lugar daquele que sofreu humilhações e violências terríveis, indo até a morte, e morte de cruz para nos salvar (Filipenses 2.5-11), mas ressuscitou ao terceiro dia. Ninguém e nada substitui o Senhor Jesus. Quem faz isso, de qualquer religião, é idólatra e Deus reprova veementemente este comportamento.

A entrevista a que me referi está disponível no link a seguir:  Informe O Dia.

* Rubens Teixeira, Bacharel em Direito (UFRJ – aprovado para a OAB/RJ), Teólogo, membro dos Juristas de Cristo, doutor em Economia (UFF), mestre em Engenharia Nuclear (IME), pós-graduado em auditoria e perícia contábil (UNESA), Engenheiro de Fortificação e Construção (IME), bacharel em Ciências Militares (AMAN), pastor, professor, escritor, radialista, membro da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra e da Academia Evangélica de Letras do Brasil.

Fonte: Gospel +

http://colunas.gospelmais.com.br/nota-de-esclarecimento-sobre-a-entrevista-que-dei-ao-jornal-o-dia-sob-o-titulo-o-papa-sai-fortalecido-da-vinda-ao-rio-de-janeiro_5620.html 

Acesse o link abaixo e assista o vídeo do pastor Caio Fábio

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