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Educação

Por Leonardo Stuepp

A escolha da profissão é uma das decisões mais importantes que o jovem precisa tomar nesta fase da vida, o que acarreta diversas dúvidas e incertezas.
Atualmente existe uma gama bastante grande de cursos, com várias opções em todas as áreas e o jovem se vê com diversas possibilidades, e daí surgem às dúvidas sobre qual profissão seguir.

Para auxiliá-lo nesta questão aparece a Orientação Vocacional/Profissional como uma importante ferramenta que ajuda o jovem a tomar uma decisão mais consciente de sua real vontade e habilidade.

O processo de orientação vocacional/profissional surge, como um meio facilitador, que além de auxiliar os jovens a escolher e se preparar para entrar em uma faculdade, propicia o desenvolvimento do autoconhecimento, aplicando esta compreensão às suas futuras atividades, sejam elas profissionais ou não.
Vale ressaltar, e é importante deixar claro, que a orientação vocacional/profissional não tem o objetivo de decidir qual carreira o jovem deve seguir, mas sim apontar as áreas de atuação para as quais esse jovem tem maior aptidão, interesse e habilidade, para que assim ele próprio possa tomar a decisão mais acertada.

Orientar o adolescente na difícil tarefa de escolher a profissão que irá exercer. O objetivo da orientação vocacional/profissional não é dizer ao estudante qual a profissão certa a escolher, mas sim ajudá-lo de acordo com suas características e personalidade as profissões e áreas de possível interesse, além disto, fornecer informação profissional. Objetiva-se que o orientando amplie o conhecimento que tem das profissões, partindo de informações genéricas e superficiais a ideias centrais e especificas de várias profissões.

Trabalhar com o adolescente os fatores que interferem na escolha profissional: fatores sociais, econômicos, educacionais, familiares e psicológicos;
Conhecer as profissões de interesse do jovem: O que é? O que faz? Como faz?
Compreender as expectativas dos pais, e como elas refletem no seu processo de escolha da profissão, qual o peso desta opinião para o adolescente;
Aliviar a tensão e os conflitos provocados por todos esses fatores;
Pesquisar junto com o estudante as profissões, universidades, mercado de trabalho e empregabilidade.

Na minha experiência de mais de 30 anos como professor e em alguns anos coordenador dos terceiros anos do ensino médio e de cursos pré-vestibulares, senti bem próxima esta questão e, verifiquei que, por mais que as escolas busquem orientar seus alunos nesta difícil tarefa, elas não conseguem ir muito longe, pois seus departamentos de orientação estão tão atarefados na busca de soluções para os pequenos incêndios do dia a dia, com problemas de relacionamentos entre alunos, alunos e professores, pais e professores e por ai vai, que pouco tempo tem para uma busca de informações e até do espaço no calendário escolar para um maior aprofundamento com os alunos e, principalmente, com os próprios pais, que na maioria dos casos estão distantes e esperam da escola uma solução para a escolha de seus filhos, quando não, simplesmente deixam seus filhos atordoados, não aceitando orientações advindas da escola e forçam seus filhos a tomarem a decisão por carreiras lucrativas, segundo sua ótica, ou pior ainda, que o sonho acadêmico/profissional, a realização profissional deles próprios seja realizado na carreira dos filhos.

As escolas, como compromisso normalmente assumido com os pais quando da matrícula para a questão da orientação vocacional/profissional, acabam aceitando o convite de Universidades para que os alunos conheçam as instalações e até um pouco dos projetos acadêmicos das mesmas, o que, lá no fundo nada mais é do que uma propaganda dos seus próprios cursos e não uma análise de mercado e as possibilidades que deveriam ser apresentadas aos alunos, com a apresentação e análise das profissões de e do futuro, a situação real do mercado de trabalho e uma decisão de importância ímpar que quase não é apresentada, que é a decisão por um curso superior pleno ou um curso técnico, seja de nível médio ou superior.

Com esta minha experiência, proponho um trabalho em duas grandes frentes. Uma, com os pais (separados dos filhos), em que apresento a palestra abaixo e a outra, agora com os filhos, em que a palestra é apresentada em seu todo. Com os encontros em separado, podemos tratar com os pais de um modo mais direto e, levá-los a um pensar não seus projetos de realização profissional, mas sim, apoiarem o projeto da realização de seus filhos. Algo que saliento seja com os pais (onde há normalmente resistências) e com os filhos é que a escolha da futura profissão não seja levada em conta somente (ou mais fortemente) pelas possibilidades financeiras futuras, mas sim pela realização pessoal e profissional do jovem, o que com o tempo, sua dedicação e trabalho, trarão com certeza resultados financeiros e estes resultados estarão acompanhados por uma felicidade na escolha desta profissão.

Apresento a seguir os temas apresentados nas minhas palestras.

Palestras de apoio voltadas para Orientação vocacional/profissional.

·         Como está o mercado de trabalho hoje:

– Panorama geral do mercado de trabalho brasileiro;

– Profissões em destaque atualmente;

– Saturação do mercado.

·         Importância de fazer a escolha certa:

– Consequências da escolha precipitada;

– Importância da orientação vocacional;

·         Escola X Faculdade:

– As diferenças entre estudar em uma escola e uma faculdade;

– A falsa sensação de independência;

– Conhecer a(s) faculdade(s) de interesse;

– Analisar o valor da “marca” da faculdade no mercado de trabalho.

·         Cursos mais concorridos e os cursos do futuro:

– Cursos mais procurados;

– Cursos em voga no momento;

– Cursos do futuro;

– Cursos e suas respectivas faculdades na região.

Contato: Prof. Leonardo Stuepp

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