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Desabafo de Uma Mulher, no Dia Internacional da Mulher
Por Cristina N. Moreira

Fiquei lendo hoje todas as coisas que postavam no facebook sobre o dia internacional das mulheres, e para ser sincera, estava ficando nervosa.

Não que eu não seja feminina, nem tão pouco sou uma feminista ativista, mas confesso que estava ficando enjoada, de tantas comparações com anjos e flores… Somos mais que isto… Erramos, sofremos, pensamos, nos alegramos… Não somos seres sublimes, nem santas imaculadas.
Somos desejos, sonhos, medo, coragem… Somos iguais…
Nossa dita fragilidade, aguenta muito mais dor do que a força de muitos homens, não por sermos fortes, mas por termos aprendido muitas vezes a conviver com a dor.
Não somos Cinderelas, nem princesas. Somos sobreviventes, num país de injustiça, como todos os homens e crianças que aqui vivem. Somos sobreviventes da desigualdade como muitos brasileiros.
Hoje é um dia que como todos os outros estão virando motivos apenas para justificar o consumismo.
Mas hoje é um dia que lembra uma história com um final muito triste, não uma estória que termina com um ” felizes para sempre”, mas uma história de mulheres corajosas que perderam suas vidas numa história de horror, injustiça e maldade.
Não quero flores, quero respeito.
Não aguentei quando vi aqui no facebook um selo dizendo: Esta mulher recebeu flores hoje, com uma seta indicando a foto da pessoa. Eu olhei aquilo e confesso que meu sangue ferveu.
Deveria haver um selo dizendo: Essa mulher morreu hoje por omissão da sociedade.
Não tenho nada contra as flores, pelo contrário, são lindas, mas flores e respeito merecemos todos os dias, mas algumas de nós se contentam em serem apenas motivos de consumo.
Por isso que ainda hoje mulheres precisam brigar por seus direitos. Porque nós mesmos nos fazemos menores. Se como mães nós que educamos os homens, porque precisamos lutar para ter nossos direitos reconhecidos depois?

Será que não ensinamos nossos filhos que somos iguais? Que nossas diferenças são apenas biológicas?

Não posso me dizer feminista, e não me julguem uma mal amada, porque conheço os encantos e dissabores do amor. Sou apenas eu…
com as mazelas e encantos, as doçuras e o fel de toda mulher.
Não somos seres encantados. Somos humanas…

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