Cada vez mais o planeta mergulha na dificuldade que é sobreviver. Sobrevivência é a palavra chave nos dias de hoje, dado a necessidade da sustentabilidade. A sociedade em todo o planeta está cada vez mais produzindo lixo.
Raros são os municípios que tratam o seu lixo com responsabilidade ambiental e social. Nem todos os municípios têm coleta seletiva, e não estão nem dando sinal de quando vão começar.
Cabe à sociedade educar-se e mesmo que a prefeitura do seu município não faça a coleta seletiva, cada um deve começar a cuidar do seu lixo: separar o que é lixo seco e lixo molhado, lixos perecíveis tais como alimentos e lixos orgânicos, lixo tóxico (baterias, fluidos, substâncias líquidas), papel, plástico, vidro, metal…
A terra não consegue acompanhar o ritmo desenfreado de produção de lixo, de desmatamento e poluições advindas principalmente das indústrias. Os países em desenvolvimento e os países subdesenvolvidos estão muito aquém do que se espera para poupar o planeta do colapso ambiental, mas não são em si os grandes vilões. Os EUA por exemplo, se recusam a assinar o “Protocolo de Kyoto”. O gigante em crescimento – a China – ainda toca as suas indústrias à base do carvão. O gigante Brasil, brada muito mas não age de acordo, embora existam no país muito projetos e iniciativas para cuidar do meio-ambiente, nada de concreto por parte dos governos e das autoridades está sendo feito.
A maioria dos programas, projetos e iniciativas na área ambiental no Brasil, provém da sociedade, através da iniciativa de ONG’s, das escolas, e de algumas instituições, bem como de poucas empresas. A maioria das empresas não se preocupam com o meio-ambiente e derramam seu lixo muitas vezes tóxicos em qualquer lugar, prejudicando o lençol freático, rios, lagoas e mares.
Estamos longe de alcançar o nível de desenvolvimento sócio-ambiental holandês, que aproveita todo o seu lixo para mover grande parte das cidades: Trens, ônibus, usinas,  o abastecimento de energia e aquecimento nas residências na Holanda são movidos pelo gás extraído do lixo produzido naquele país.
Mudar a situação e a realidade brasileira pode levar tempo. Mas como tenho dito sempre aqui, a educação é o principal e melhor caminho para o desenvolvimento de uma nação e do seu povo. Iniciativas na área da Educação Sócio-Ambiental são muito bem vindas e é uma questão de cidadania. Precisamos começar a ensinar sobre o meio-ambiente nas escolas, desde a tenra idade.
Levar os educandos para visitar locais de reciclagens e afins é melhor que nada, mas o ideal é que se tivesse a disciplina “Ecologia e Meio-Ambiente” – ou seja qual for o nome – nas escolas, desde o ensino fundamental até à faculdade. Hoje no Brasil a educação está obsoleta, e se faz urgente uma reforma no currículo escolar. Muitas disciplinas estudadas não têm utilidade alguma para a vida dos alunos. Também se poderia usar as disciplinas já existentes para trabalhar  as questões sócio-ambientais e do dia-dia, para que o educando leve isso consigo, em seu quotidiano.
Vale a pena mudar e inovar, para construir uma sociedade melhor e um planeta mais saudável. Gaia agradece!

Austri Junior
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