Drogas lícitas e drogas ilícitas, qual a diferença?

Hoje é o Dia Nacional da Cachaça, e assisti no telejornal local (Tv Capixaba – Rede Bandeirantes de Televisão) a matéria em que os produtores capixabas da bebida que é chamada também de “branquinha”, “purinha”, entre outros, estão preocupados com a clandestinidade e com a pirataria da bebida, que hoje atinge a taxa de 80% da venda do produto aqui no Estado do Espírito Santo.
Não sou especialista em bebidas, muito menos em cachaça, mas sei que existe a cachaça com graduações suaves que variam entre 18º a 22º, puras ou conservadas em barris de jacarandá e ou de carvalho, assim como o Whisk. Também sei que assim como o vinho, a cerveja, e qualquer outra bebida, a cachaça deve ser apreciada com moderação, e isso depende exclusivamente de cada indivíduo.
A bebida alcoólica, seja ela de pouca ou de muita graduação, pura ou misturada, clandestina ou devidamente registrada nos órgãos governamentais, tem sido a ruína de muitas vidas humanas e de muitas famílias, e como toda droga, ela é altamente destrutiva, e é por esse motivo, que penso ser totalmente nociva a comemoração de qualquer que seja a bebida com um dia nacional para ela.
Os produtores dessa droga chamada cachaça devidamente descriminalizada estão preocupados com os seus ganhos financeiros, e dizem que as autoridades precisam tomar uma decisão quanto à falsificação da bebida. Isso me faz recordar a campanha que a Souza Cruz está divulgando na radio CBN, que diz algo mais ou menos assim: “A Souza Cruz é contra qualquer atitude que venha trazer prejuízo para a sociedade“, referindo-se à venda clandestina de cigarros de “má qualidade” oriundos do Paraguai. Isso parece uma piada, e de muito mal gosto – Humor negro!
Baseado nesse contexto fico pensando: há aquelas pessoas que defendem a legalização da maconha. Na realidade a maconha já é legalizada, ou seja, a maconha é proibida. É proibida porque é crime. Na realidade, o que essas pessoas querem é descriminalizar a maconha. Isso é uma péssima ideia!  Por vários motivos: saúde pública, segurança pública, questões comportamentais e sociais…

Estamos vendo a falsificação e a clandestinidade não somente da cachaça, do cigarro, dos whiskes que vêm do Paraguai e de outros cantos do mundo, inclusive do próprio Brasil. Você acredita que o mesmo não acontecerá com as drogas hoje ilícitas, caso elas venham ser descriminalizadas no futuro? Hoje essas drogas, já são “batizadas”, imagine se isso vai acabar ou parar por aí. O argumento mais forte dos apologetas da descriminalização da maconha é que vai acabar com a curiosidade das pessoas. Na realidade a maconha (e qualquer outra droga, como a cachaça por exemplo) sempre será o veículo que irá fazer com que os jovens e os adultos se acabem na curiosidade: fumando, bebendo, matando, morrendo…

Você pensa que ao descriminalizar a maconha, e ela começar a ser vendida em supermercados, bares, padarias, lanchonetes, farmácias, botequins… os muitos usuários bandidos e “vagabundos” existentes nesse Brasilzão, vão comprar maconha, seja na boca ou no boteco? Eles vão roubar, assaltar e matar os trabalhadores dos estabelecimentos comerciais onde esse “produto” estiver à venda. Vão arrombar e explodir os depósitos dos supermercados, assim como fazem com os bancos e com os caixas eletônicos em estabelecimentos comerciais, e detonarão com muitas vidas. Os funcionários viciados das empresas que venderem a maconha terão contato direto com a “maldita”, e sofrerão muitas tentações para roubar um “saquinho da coisa”. Onde e por quem essa “coisa” será vendida para evitar esses problemas? Vão colocar a polícia ou o exército para vender maconha e evitar os transtornos que temos hoje com os caixas eletrônicos por exemplo? Penso que isso seria colocar a raposa tomando conta do galinheiro.
Droga lícita ou ilícita, a cachaça e a maconha têm muito em comum: ambas destroem vidas humanas, destroem as famílias, trazem inúmeros prejuízos para a sociedade, e são chamadas de “MALDITAS.”
Você pode fumar baseado, baseado em que você pode fazer quase tudo… Você pode beber baseado, baseado em que você pode fazer tudo...“, já disse Baby Consuelo, que depois passou chamar-se Baby do Brasil, e que agora se auto intitula  “Popstora.”
Austri Junior 
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