Colonização do Solo Espírito Santense

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Chegada Portugueses
em Vila Velha-ES


Colonização do Solo Espírito Santense

Para muitos capixabas 23 de maio é apenas mais um dia de folga, mas a data vai
mais além de um dia fora do trabalho. A data vem de 23 de maio de 1535 quando os portugueses, a bordo da caravela Glória, desembarcaram na Prainha, em Vila Velha, com a missão de colonizar a então Capitania do Espírito Santo.

Breve Histórico

Em 1534, o Rei de Portugal, Dom João III, decidiu dividir o Brasil em 15 Capitanias Hereditárias, assim chamadas porque seriam pedaços de terras governados por
capitães-mores e que passariam de pai para filho. A decisão procedeu da dificuldade de administrar o país e principalmente, pelos contrabandistas que roubavam o pau-brasil.

Assim, em 1º de junho deste mesmo ano, o fidalgo Vasco Fernandes Coutinho
recebeu por Carta de Doação e Carta Foral a Capitania do Espírito Santo. Após
vender os seus bens, o donatário embarcou na caravela Glória, juntamente com outros colonizadores portugueses, no intuito de governar a capitania.

“Eles não eram tão nobres. Eram fidalgos portugueses, mas nada de tão poderoso. Como, no Brasil estavam sendo distribuídas as sesmarias, a do Espírito Santo coube ao Vasco Fernandes Coutinho. Ele chega em 1535, a bordo da caravela Glória, e desembarca aos pés do Monte Moreno”.

Capitanias Hereditárias

No entanto, a chegada da nau Glória, no dia 23 de maio de 1535, na Prainha,
em Vila Velha, foi marcada por um cenário de guerra e resistência por parte dos
nativos que ali viviam. Índios Aimorés, entre botocudos e Puris, conhecidos pela sua selvageria, receberam os portugueses com flechas e só desistiram quando eles
revidaram com canhões e armas de fogo.

Imagem Chegada Portugueses

Passado o primeiro confronto, Coutinho ergue o Fortim do Espírito Santo, uma
cerca feita de troncos de árvores, a fim de proteger os colonizadores das tribos
indígenas. Dessa forma, surge o primeiro núcleo populacional da capitania,
denominada Vila do Espírito Santo.

Essa vila, povoada por aproximadamente 60 colonizadores, consistia em quase 30
casas e uma igreja. O verde da região deu lugar à agricultura e à pecuária,
predominando a produção de milho. Porém, os constantes ataques indígenas
deram fim à vila, o que levou os portugueses a abandoná-la.

Este primeiro núcleo de colonização recebeu o nome de Vila de Nossa Senhora da Vitória. No dia 13 de junho de 1535, após explorar os arredores da ilha, os colonizadores descobriram uma grande ilha (atual ilha de Vitória), dando-lhe o nome de Ilha de Santo Antônio, em comemoração ao dia do santo católico.

Em 1537, Coutinho doou a ilha de Santo Antônio a Duarte de Lemos, um dos homens de sua comitiva colonizadora. Entre os presenteados, D. Jorge de Menezes ficou com a primeira ilha junto à Barra (Ilha do Boi) e Valentim Nunes com a atual Ilha do Frade.

Assim foi iniciada a povoação na ilha de Vitória. Duarte de Lemos instalou-se na
parte alta da ilha, fazendo construir em sua fazenda, ao lado da residência,
uma igrejinha para o culto de Santa Luzia.

Mas, com a partida do donatário para Portugal, por volta de 1550, a Ilha de
Santo Antônio ficou abandonada. As famílias de colonos, alojadas na
Vila do Espírito Santo, fugindo dos ataques dos índios, passaram a habitar
a ilha de Duarte de Lemos, que lhes oferecia segurança e guarita estratégica.

No dia 8 de setembro de 1551, esta segunda vila, primeiramente conhecida como
Vila Nova, foi chamada de Ilha de Santo Antônio (Atual Vitória). Mais tarde,
em 1592, a vila abandonada passou a se chamar Vila Velha.
Vasco Coutinho transferiu a sede da capitania para a Vila de Nossa Senhora da Vitória, até então denominada Vila Nova, para se diferenciar da primeira, Vila Velha.

Conheça o Histórico Completo de Vila Velha

Economia

A primeira vila capixaba foi erguida, por ordem de Vasco Coutinho, aos pés do Morro do Moreno. Na área, foram construídas cabanas simples e plantaram-se sementes trazidas de Portugal. Em 1550, devido à criação de acordos comerciais com Portugal e Angola, foi aberto um armazém alfandegado em Vila Velha, e daí começam os primeiros traços da economia do Estado.

De acordo com o especialista em História e Educação, Higor Lopes, a economia
capixaba surgiu com forte presença da agricultura, item que permaneceu como
grande sustentáculo das divisas capixabas até o século XX.

“No princípio do período colonial, você tem gêneros como a cana-de-açúcar sendo
como o que mais gera riqueza para Portugal e para o Brasil. Mas a produção não é
tão eficiente como era, por exemplo, na capitania de Pernambuco. Houve, por isso,
um deslocamento do eixo econômico para outros produtos, como o café, que até
hoje põe o Estado em evidência diante do Brasil”, garante Lopes.

Religião

O Cristianismo

A primeira missão foi construir a Igreja do Rosário. De acordo com o pesquisador
Gether Lima, a idéia de erguer o símbolo do cristianismo fazia parte de um
convênio dos portugueses com a Santa Sé para difundir o cristianismo no mundo.
E foi ao redor da Igreja do Rosário que a vila do Espírito Santo foi sendo construída.
Foram apenas 15 anos que a cidade ficou sendo a capital, já que em 1550 a
Ilha de Nossa Senhora da Vitória se tornou a sede do Estado.

Igreja do Rosário

A Igreja do Rosário é a mais antiga do Espírito Santo e atualmente é considerada
a mais antiga do Brasil. Sua construção começou em 1535, sob a forma de capela,
logo após a chegada do donatário Vasco Fernandes Coutinho. Com a ajuda do
jesuíta Afonso Brás e o irmão leigo Simão Gonçalves, recebeu, naquela época,
o acréscimo de uma nave maior e o nome de Igreja Santa Catarina, sendo depois denominada de Igreja do Rosário.

A praça da frente tem palmeiras imperiais e obeliscos em homenagem ao donatário e a Nossa Senhora dos Prazeres. A Igreja é um bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ato que se deu em 20 de março de 1950.

Mas o símbolo máximo do cristianismo, no entanto, foi construído oito anos após.
No alto da pedra, foi erguido o Convento da Penha e para proteger as relíquias do monumento e da Igreja do Rosário dos holandeses que tentavam invadir a Capitania,
foi construído o Forte do Piratininga ou São Francisco da Barra (Hoje no 38º Batalhão
de Infantaria).

Jesuítas

Com a chegada de missionários jesuítas, em 1551, começaram as construções advindas da fé. Foram fundadas, cinco anos depois, as localidades de Serra, Nova Almeida e Santa Cruz. “Desde a época dos primeiros portugueses, tem a chegada da Igreja Católica para cristianizar os nativos. Na região Norte, onde hoje, por exemplo, é a Serra, você tem os jesuítas. Em direção ao sul, onde hoje é Guarapari, tem novos focos de jesuítas”, diz Higor Lopes. Como um dos maiores símbolos da presença cristã nesse período, o professor aponta a Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida, fundada em 1580.

A nova capital

Em meados do século XVI, a sede da capitania, que era a Vila do Espírito Santo, hoje Vila Velha, foi transferida para a Ilha de Guanaaní, como chamavam os índios – ali fundou-se a Vila Nova (que hoje conhecemos como Vitória). A mudança surgiu da necessidade de defender a sede do território dos constantes ataques de indígenas, franceses e holandeses. É o que garante Carlos Benevides: “A ilha é muito mais segura, apesar deles não terem percebido que era uma ilha. Chamavam a área de Rio do Espírito Santo, não baía”.

Outro problema enfrentado pelos portugueses na Vila do Espírito Santo era o
abastecimento de água potável. Conforme disse o historiador, a presença da Fonte
Grande em Vitória foi um dos fatores decisivos para a mudança da sede do governo.

Depois da morte do donatário, em 1561, a colonização do solo Espírito Santense
acompanhou a extensão do litoral por aproximadamente 300 anos. A ocupação do
interior capixaba aconteceu do Sul para o Norte, deixando traços marcantes na
economia até os dias atuais, como atesta Carlos Benevides.

“O rio Doce servia de quartel, você não podia explorar nada porque o Rio Doce
ligava às Minas Gerais, ao ouro. O Norte do Estado era um caminho natural para
saída e entrada de ouro das minas. Já o Sul, se desenvolveu com a chegada de
imigrantes, principalmente italianos, que vão precisar de espaço”, contou.

Atualidade

Hoje Vila Velha possui a maior população do Espírito Santo (IBGE 2008), é a segunda maior cidade do Brasil em arrecadação (PMVV – 2008) e possui muitos desafios de infra-estrutura pela frente, principalmente no que relaciona ao transito nas ruas e a violência que tem evoluído junto como o aumento da população.

Pesquisa e Edição:
Eliaro Beltrame Pereira

Fontes:
Jornal AGazeta; GazetaOnline;
Jornal ATribuna; Tribuna Online;
Secom / ES;

Livro Vila Velha – Onde Começou o Espírito Santo; Jair Santos, Vila Velha, 1999;

Vila Velha
Artigos

http://www.vilacapixaba.com/artigos/Artigo%20Vila%20Velha%2016.htm

Robin Gibb, do Bee Gees, morre aos 62 anos

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Robin Gibb morreu neste domingo (20) depois de uma longa batalha contra um câncer. Foto: DivulgaçãoRobin Gibb morreu neste domingo (20) depois de uma longa batalha contra um câncer
Foto: Divulgação

O cantor Robin Gibb, do trio musical Bee Gees, morreu neste domingo (20), aos 62 anos. O músico estava internado em uma clínica particular de Londres. Ele conseguiu se recuperar de um câncer diagnosticado em 2010, mas recentemente teve de ser submetido a uma operação no intestino e descobriu um segundo câncer.A notícia foi divulgada por seu representante. “A família de Robin Gibb, do Bee Gees, anuncia com grande tristeza que Robin morreu depois de sua longa batalha contra o câncer e uma cirurgia no intestino. A família pede que sua privacidade seja respeitada neste momento de grande dificuldade”, escreveu.Em 2011, o músico fora submetido a uma cirurgia para corrigir uma obstrução intestinal, o mesmo problema que em 2003 provocou a morte de seu irmão gêmeo, Maurice, também integrante do Bee Gees.

Porém, depois de anunciar que estava curado, o músico descobriu um câncer no cólon e no fígado, que rapidamente se desenvolveu. Agravado por uma pneumonia, Gibbs entrou em coma em abril, acordando 12 dias depois sem conseguir falar e se movimentar.

Biografia
Nascido na ilha de Man e tendo pais ingleses, Robin Gibb morou com a família alguns anos em Manchester, na Inglaterra. Ainda criança, ele se mudou para Brisbane, na Austrália. Começou a cantar com os irmãos Barry e Maurice aos 6 anos. Sua primeira apresentação aconteceu em 1957, quando tinha 8 anos. Nessa época, o grupo já se chamava Bee Gees. Nos primeiros anos da banda, destacava-se Barry Gibb, seu irmão mais velho, na composição das canções e nos vocais. Entretanto, com a banda trilhando o caminho do rock psicodélico, Robin ganhou mais espaço, passando a compor canções e a ser o vocalista principal.

Em 1969, Robin queria ainda mais espaço dentro do grupo, o que resultou numa briga e uma consequente separação da banda. Ele decidiu, então, começar sua carreira solo e, em 1969, lançou o single Saved by the Bell, que chegou ao topo de várias paradas de sucesso, especialmente na Europa, e proporcionou a gravação de seu primeiro álbum solo, Robin’s Reign, lançado em 1970. Em meados da década, no entanto, os Bee Gees se reconciliaram. Foi nessa época que as músicas Stayin’ Alive, More Than A Woman, How Deep Is Your Love e Night Fever alcançaram o primeiro lugar em vários países do mundo.

Na década de 1980, os Bee Gees deixaram a carreira como cantores um pouco de lado e investiram na produção de discos para outros artistas. Foi então que Robin decidiu investir novamente na sua carreira solo. Lançou três álbuns: How Old Are You?, do hit mundial Juliet; Secret Agent, famoso pelo sucesso pop Boys Do Fall in Love; e Walls Have Eyes, que emplacou a canção Like a Fool em alguns países.

Depois de Walls Have Eyes, aconteceu a segunda volta do Bee Gees. Eles se juntaram novamente e ficaram juntos até 2002. Quando o quinto álbum de Robin seria lançado, morreu Maurice, seu irmão gêmeo. Mesmo assim, Magnet foi lançado para o público apenas uma semana depois do trágico acontecimento.

De 2004 a 2006, Robin fez uma turnê com a orquestra Neue Philharmonie Frankfurt. Neste meio tempo, lançou parcerias com outros cantores, como Alistair Griffin, G4 e US5. Após o fim da turnê, Robin lançou seu sexto disco, My Favourite Christmas Carols, que tem canções de Natal. O último álbum foi um tributo ao Titanic.

Bee Gees
Passando por diversos ritmos musicais, do rock psicodélico às baladas, do country à música disco, pelo R&B, da música romântica ao pop rock moderno, o Bee Gees vendeu ao todo mais de 250 milhões de discos. Foram incluídos no Hall da Fama do Rock and Roll e ganharam nove prêmios Grammy. O álbum Saturday Night Fever (trilha sonora do filme Embalos De Sábado À Noite) é uma das trilhas sonoras mais vendidas de todos os tempos.

Vida pessoal
Robin casou-se com Molly Hullis em 1968. Eles tiveram dois filhos – Spencer (1972) e Melissa (1974) – mas se separaram em 1982. Casou-se depois com a escritora Dwina Murphy, em 1985, com quem teve um filho: Robin John (1983). Em 2008, foi novamente pai, dessa vez de um relacionamento extraconjugal. A governanta de sua casa, Claire Yang, deu à luz Snow Evelyn Robin Juliet Gibb.

20 de maio de 2012 19h58 atualizado às 20h33

Fonte Portal Terra

http://musica.terra.com.br/noticias/0,,OI5785130-EI1267,00-Robin+Gibb+do+Bee+Gees+morre+aos+anos.html

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Robin Gibb, do Bee Gees, morre aos 62

Cantor sofria de câncer no fígado e havia contraído uma pneumonia.
Grupo é autor de alguns dos maiores sucessos da música disco.

Robin Gibbs, que morreu neste domingo aos 62, em foto de 2007 (Foto: Reuters)
Robin Gibb, que morreu neste domingo aos 62,
em foto de 2007 (Foto: Reuters)

Robin Gibb, que junto com os irmãos Barry e Maurice formaram o Bee Gees, um dos grupos de maior sucesso da era disco, morreu neste domingo (20), aos 62 anos, após uma longa batalha contra o câncer, informou o site oficial da banda.

Gibb, que tinha se recuperado de um câncer de colón e fígado diagnosticado em 2010, foi submetido em 25 de março a uma operação intestinal. Seu irmão gêmeo, Maurice, também integrante dos BeeGees, faleceu aos 53 anos em 2003 por causa de uma obstrução intestinal.

“A família de Robin Gibb, do Bee Gees, anuncia com grande tristeza que Robin faleceu hoje após sua longa batalha contra o câncer e uma cirurgia no intestino. A família pede que a privacidade seja respeitada neste momento difícil”, diz a nota do porta-voz do grupo, divulgada pelo site TMZ.

Gibb entrou para o Hall da Fama de compositores em 1994 e a banda passou a incluir o Hall da Fama do Rock três anos mais tarde.

A formação do Bee Gees, fundado na Ilha de Man (Reino Unido), continha ainda o irmão mais velho, Barry. A banda foi uma das mais famosas dos anos 70 e 80, com mais de 200 milhões de discos vendidos e temas tão conhecidos como ‘How Deep is your Love’ ou ‘Stayin’ Alive’.

A indústria da música não demorou em reagir ao falecimento de Gibb. A empresa fonográfica Sony Music lembrou o músico com uma mensagem na rede social Twitter: ‘Descansa em paz, Robin Gibb. Obrigado pela música’.

O apresentador Paul Gambaccini descreveu Gibb, em declarações recolhidas pela cadeia britânica ‘BBC’, como ‘uma das principais figuras na história da música britânica’.

20/05/2012 20h07 – Atualizado em 20/05/2012 21h37

Do G1, com agências internacionais

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/05/robin-gibb-do-bee-gees-morre-aos-62.html

Dia Mundial dos Museus

18 de Maio

Você consegue imaginar o mundo sem museus? De imediato, assim, pode até conseguir, mas pense bem e veja se não seria estranho. Não teríamos contato com objetos ou mesmo com fósseis de seres da Terra que tiveram seu tempo de uso e vida em outra época que não a nossa.

Museu Paulista

Quando entramos em um museu, não estamos, ao contrário do que muitos pensam ou dizem, entrando em um espaço de coisa velha e mofo. Estamos, isto sim, adentrando em uma verdadeira máquina do tempo, a nos proporcionar uma viagem pelos séculos de um mundo e de uma humanidade, que sequer sonhávamos existir, porque sequer existíamos.

Se não fossem os museus, jamais teríamos a oportunidade de ver, por exemplo, o compasso geométrico de Galileu Galilei, conservado, nos dias atuais, no Castello Sforzesco, em Milão.

MUSEUS NATURAIS

Engana-se quem pensa que um museu precisa ser obrigatoriamente um lugar com porta de entrada e objetos ou quadros expostos sob determinada luz e ambiente. Após a criação pela UNESCO, em 1972, da Convenção do Patrimônio Mundial, isto perde um pouco o sentido ou, pelo menos, um sentido que deveria ser revisto.

Com a Convenção, pretende-se incentivar a preservação de bens culturais e naturais, avaliados como marcos estéticos da humanidade. Valorizam-se cidades ou locais que, além de serem referência histórica e de identidade das nações nas quais se situam, podem ser concebidos como um patrimônio mundial.

A preservação desses lugares fica a cargo do seu país de origem, que recebe o apoio da UNESCO nas atividades de proteção, pesquisa e divulgação.

No Brasil, são dezessete os locais considerados como patrimônio de todos os povos: Ouro Preto (Minas Gerais); Olinda (Pernambuco); São Miguel das Missões (Rio Grande do Sul); Salvador (Bahia); Congonhas do Campo (Minas Gerais); Parque Nacional de Iguaçu (Paraná); Brasília (Distrito Federal); Parque Nacional Serra da Capivara (Piauí); Centro Histórico de São Luís (Maranhão), Diamantina (Minas Gerais), Pantanal Matogrossense (Mato Grosso do Sul), Parque Nacional do Jaú (Amazonas), Costa do descobrimento (sul da Bahia e norte do Espírito Santo), Mata Atlântica do Sudeste (da Serra da Juréia, em São Paulo, até a Ilha do Mel, no Paraná), Parque Nacional das Emas e Parque Nacional Chapada dos Veadeiros (Goiás), Centro de Goiás (Goiás) e Reservas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas (Pernambuco e Rio Grande do Norte).

ÚNICOS

Os museus são uma contribuição única no mundo. Através dos anos, preservam os objetos que foram utilizados, inventados ou descobertos pelo homem ao longo de sua existência histórica.

No caso das cidades ou locais preservados como patrimônio histórico e cultural, a própria arquitetura utilizada nas construções de moradias adquire, com o peso do tempo, uma dimensão de arte a ser preservada. E também cultuada.

Pensem ainda nos seres que jamais poderíamos cogitar, não fosse o trabalho de exposição, em museus de história natural, dos esqueletos de animais pré-históricos. Sem dúvida uma fascinante viagem no tempo é o que os museus, em geral, costumam nos proporcionar.

Isto porque tudo o que pode ser visto nos museus representa, na verdade, as riquezas naturais e culturais do mundo.

O PROFISSIONAL DE UM MUSEU

As pessoas que trabalham em museu são, acima de tudo, profissionais que buscam alta qualidade. Todo museu, seja especializado em arte, história ou tecnologia, tem como objetivo principal a primazia cultural.

Nessa área, a performance profissional qualificada é fundamental: atenção a detalhes; capacidade de análise, concentração, observação e organização; criatividade, curiosidade, gosto pela pesquisa e pelos estudos; habilidade manual, interesse em adquirir conhecimentos em outros setores, sensibilidade artística, senso crítico e estético são essenciais para se exercer um bom trabalho.

Não esquecendo que o principal compromisso de um museu é servir ao público e que um bom profissional não deverá jamais perder esse compromisso de vista.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Dia Mundial dos Museus

18 de Maio

História dos museus

A palavra “MUSEU” , de origem grega, significa “templo das musas”., e já era usado em Alexandria para designar o local destinado ao estudo das artes e das ciências.

Hoje, o International Concil of Museums a instituição que conserva coleções de objetos de arte ou ciências, para fins de preservação ou apresentação pública.

Museus

Os museus modernos foram criados no século XVII a partir de doações de coleções particulares como a de Grimani a Veneza. Mas, o primeiro museu como conhecemos hoje surgiu a partir da doação da coleção de John Tradescant, feita por Elias Ashmole, à Universidade de Oxford, conhecido como Ashmolean Museum. O segundo museu público foi criado em 1759, por obra do parlamento inglês, na aquisição da coleção de Hans Sloane (1660-1753), que deu origem ao Museu Britânico.

O primeiro museu público só foi criado, na França, pelo Governo Revolucionário, em 1793: o Museu do Louvre, com coleções acessíveis a todos, com finalidade recreativa e cultural.

O Séc. XIX surgem muitos dos mais importantes museus em todo o mundo, a partir de coleções particulares que se tornam públicas: Museu do Prado (Espanha), Museu Mauritshuis (Holanda).

Somente em 1870, nos Estados Unidos, é fundado o Museu Metropolitano de Arte, em Nova York.

No Brasil, o primeiro museu data de 1862, o Museu do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano (Pernambuco). Os outros museus brasileiros foram todos fundados durante o século XX, sendo o mais importante, pela qualidade do acervo, o MASP – Museu de Arte de São Paulo, fundado em 1947.

Referências

Besset, Maurice. “Obras, espacios, miradas. El museo en la historia del arte contemporáneo”, in A&V-Monografías de Arquitectura y Vivienda, Madrid, 1993

BOURDIEU, Pierre e DARBEL, Alain. L’amour de l’art: les musées et leur public. Paris, Minuit, 1966

DELOCHE, Bernard. Museologica. Contradictions et logique du musée. Pref. André Desvallées. Éditions W, Mâcon,1989
Enciclopædia Britannica do Brasil

SHERMAN, Daniel J., ROGOFF, Irith (ed.) et alii. Museum Culture. Histories. Discourses. Spectacles. Routledge, London, 1994

Fonte: www.museus.art.br

A concepção de ciência de Karl Popper

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Popper formulou o modelo hipotético-dedutivo

Na Filosofia da Ciência contemporânea há duas tendências que avaliam os procedimentos e fundamentos do cientista. Uma é a Tendência Histórica e a outra é a Tendência Analítica.

Assim como o Círculo de Viena, Popper faz parte da Tendência Analítica que prioriza o aspecto metodológico no desenvolvimento científico, o também chamado contexto de justificação. Porém, apesar da adesão comum, Popper é, talvez, o crítico imediato de tudo o que foi estabelecido no Círculo de Viena.

Em primeiro lugar, Popper não elimina a metafísica; simplesmente, assim como Kant, tenta delimitar os campos de atuação desta e da ciência. Em segundo lugar, esta delimitação ocorre pelo fato de Popper não atentar para o conceito de significação, unicamente como critério de demarcação ou de impossibilidade da metafísica. Em terceiro lugar, Popper critica a forma de proceder por indução. Esta permitiria apenas uma semelhança de regularidade que proporcionaria uma coletânea de fatos que impossibilita que se refute uma teoria.

Por conseguinte, Popper formulou um novo método. É o modelo hipotético-dedutivo. Para Popper, a busca do conhecimento não se dá a partir da simples observação de fatos e inferência de enunciados. Na verdade, esta nova concepção pressupõe um interesse do sujeito em conhecer determinada realidade que o seu quadro de referências já não mais satisfaz. Por isso, a mera observação não é levada em conta, mas sim uma observação intencionalizada, orientada e seletiva que busca criar um novo quadro de referências.

É assim que surge o modelo hipotético-dedutivo. A partir da seleção do objeto a ser observado, e verificada a insuficiência do quadro de referências, o cientista formula uma hipótese geral da qual se deduzem consequências que permitem a possibilidade de uma experiência. Aqui já não mais é necessário verificar para atribuir significado, isto é, verdade ou falsidade, mas a tentativa é de refutar a teoria que permite o estabelecimento de um conhecimento e a possibilidade de seu desenvolvimento. É o critério da Falseabilidade.

A Falseabilidade ou sua tentativa é, pois, o critério de demarcação entre o que é científico e o que é metafísico, mítico ou poético etc., substituindo o conceito de Verificabilidade do Círculo de Viena. Para Popper, este método caracteriza (senão acentua) o aspecto criativo da ciência em detrimento ao modelo da inferência que não responde por nenhuma expectativa do sujeito/cientista.

Por João Francisco P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP

 

FilosofiaBrasil Escola

http://www.brasilescola.com/filosofia/a-concepcao-ciencia-karl-popper.htm

Dona Summer

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DivulgaçãoDonna Summer lutava contra um câncer no pulmão

Morreu nesta quinta-feira, dia 17, a cantora norte-americana Dona Summer, um dos primeiros nomes da disco music. Ela lutava contra um câncer no pulmão e nos últimos dias sua saúde piorou. A família comunicou o luto em nota: “Na manhã de hoje perdemos Donna Summer Sudano, uma mulher com muitos dons, o maior deles sua fé”.

“Enquanto choramos sua morte, celebramos em paz sua extraordinária vida e seu contínuo legado. As palavras realmente não podem expressar o quanto agradecemos por suas orações e seu amor por nossa família neste delicado momento”, completa a nota.

Nas redes sociais, a morte da cantora gerou comoção entre famosos e fãs. “Muito, muito triste. Donna Summer morreu. Palavras não expressam o impacto e a influência que ela teve na música”, escreveu o cantor e produtor Moby, um dos maiores nomes da música eletrônica atual.

A cantora Ru Paul também deixou sua mensagem: “Donna Summer, sua última dança ficará em nossos corações para sempre”. Outra famosa banda que comentou o assunto foi Duran Duran: “Estamos muito tristes pela morte de Donna Summer. Nossas condolências”.

“Isso não pode ser verdade… Não posso acreditar que Donna Summer morreu. Estou sem palavras”, postou na rede social o produtor Timbaland. O grupo Boyz II Men escreveu: “É triste ter que dizer adeus para outro talento incrível. Donna Summer, Rainha da Disco, nossas condolências para sua família”.

Da Redação

Fonte: Mundo Pop

http://www.pop.com.br/mundopop/noticias/musica/763949-Famosos-lamentam-morte-de-Donna-Summer-rainha-da-disco-music.html

Donna Summer Rainha da Disco Music morre aos 63 anos

Donna Summer
Nobel Peace Price Concert 2009 Donna Summer3.jpg
Informação geral
Nome completo LaDonna Adrian Gaines
Nascimento 31 de dezembro de 1948
Origem Boston, Massachusetts
País  Estados Unidos
Data de morte 17 de maio de 2012 (63 anos)
Gêneros Pop, disco, dance-pop, R&B, gospel
Instrumentos voz, piano
Período em atividade 1968 – data presente
Gravadora(s) Casablanca, Charisma Records, Geffen, Atlantic, Mercury, Epic, Burgundy
Afiliações Giorgio Moroder, Brooklyn Dreams
Página oficial http://www.DonnaSummer.com/


Donna Summer (nome artístico de LaDonna Adrian Gaines, Boston, 31 de dezembro de 1948Flórida, 17 de maio de 2012) foi uma cantora pop norte-americana mais conhecida por suas gravações em estilo disco dos anos 70, que deram a ela o título de Rainha da Disco. Com 37 anos de carreira, estima-se que tenha vendido mais de 130 milhões de cópias de seus discos.

Biografia

Summer foi um caso raro na cena disco’, pois sua carreira iniciou-se antes da “explosão” daquele estilo, e continuou após aquela fase. Apesar de ela ser uma das mais conhecidas artistas da “Era Disco’”, seu repertório incluiu diversos gêneros, incluindo “rhythm’n blues” e rock, tendo ganho prêmios “Grammy” nestas categorias. Seu trabalho ainda é aplaudido pela crítica e ela permanece como uma das poucas artistas da Era Disco’ ainda aceitas pela crítica atual.

Summer começou cantando no coral da igreja que freqüentava. Mais tarde juntou-se a um grupo de rock chamado The Crow. Poucos meses antes de concluir o ensino médio, Summer deixou o curso e se juntou à produção alemã do musical Hair. Posteriormente mudou-se para a Europa, participando de vários musicais.

Após mudar-se para Munique, Alemanha, Summer casou-se com Helmut Sommer (“Summer” é uma anglicização do nome “Sommer”) e trabalhou em vários musicais e teatros. Em 1971, lançou a música “Sally Go ‘Round the Roses”, seu primeiro trabalho solo, sem sucesso. Após conhecer Giorgio Moroder e Pete Bellotte, lançou seu primeiro LP, Lady of the Night em 1975, com algum sucesso na Europa. Sua música Love to Love You Baby foi um grande “hit” no continente. A gravadora Casablanca Records começou a distribuir o álbum nos EUA, tornando-a uma sensação por lá também. Em seguida surgiu uma versão de 17 minutos de Love to Love You Baby aclamada pela crítica, e que estabeleceu um padrão hoje conhecido por “extended mix”: versões extensas voltadas para pistas de dança.

Continuando a trabalhar com Moroder and Bellotte, surgiu o disco A Love Trilogy em 1976 e, no mesmo ano, o álbum conceitual Seasons of Love. O trabalho seguinte, I Remember Yesterday (de 1977) incluía o sucesso “I Feel Love”, a primeira música de sucesso com acompanhamento inteiramente feito por sintetizador. Esta música, de enorme sucesso, influenciou o desenvolvimento da “disco’ music” e do techno, graças às inovações introduzidas por Moroder.

Once Upon a Time foi lançada pouco depois de I Remember Yesterday; foi novamente uma produção conceitual, tendo como tema o conto de fadas Cinderela. Depois de atuar (e ganhar um Grammy pela trilha sonora) na comédia Thank God It’s Friday (“Até que enfim é sexta-feira”), Summer lançou um álbum ao vivo, Live and More com outro enorme sucesso: MacArthur Park. Seu talento como compositora apareceu em Bad Girls (1979), e também em “Hot Stuff”, ganhadora de outro Grammy. A música On the Radio, também de 1979, chegou a n-o 1 nas paradas americanas. Neste ano, gravou também um dueto com Barbra Streisand na música Enough is Enough (No More Tears).

Summer então decidiu deixar a gravadora Casablanca Records e assinar com a Geffen Records. Seu primeiro álbum pela Geffen foi The Wanderer, de 1980, que incluía influências do R&B e do rock. O álbum seguinte, I’m a Rainbow, só foi lançado em 1996 pois a Geffen não acreditava que fosse bom. Ao invés disso, a Geffen fez com que Donna Summer deixasse Moroder e Bellotte, seus compositores de longa data, e tivesse como produtor Quincy Jones, no álbum seguinte, “Donna Summer”, o qual teve os sucessos “Love is in Control (Finger on the Trigger)” e a balada ” The Woman in Me”. Teve ainda a música de Vangelis chamada “State of Independence” com estilo New Age.

Em 1983, como parte do acordo judicial assinado com a Casablanca Records, Summer lançou o álbum She Works Hard for the Money, com produção de Michael Omartian. O que deveria ser apenas uma obrigação, transformou-se num estrondoso sucesso. Além da canção-título, outro grande hit foi “Unconditional Love”. De volta à Geffen, seus trabalhados posteriores (“Cats Without Claws” e “All Systems Go”) não foram tão bem recebidos pelo público, apesar de aclamados pela crítica.

Em relativo ostracismo, Donna Summer voltaria ao posto de diva da dance music através do álbum Another Place and Time, sob produção dos “hitmakers” ingleses Stock, Aitken e Waterman, mentores de artistas como Rick Astley e Kylie Minogue. Faixas como “This Time I Know It’s For Real”, “Love’s About To Change My Heart” e “I Don’t Wanna Get Hurt” ganharam as paradas de sucesso internacional. Curiosamente, no Brasil, a canção “Breakaway” tornou-se um grande sucesso, talvez um dos maiores da cantora no país, mas apenas 3 anos depois, em 1992, com a primeira visita da cantora para uma turnê.

Em 1991, foi lançado Mistaken Identity, fortemente influenciado pelo estilo r&b e que obteve pouca repercussão. Apenas em 2008, Donna Summer lançaria um novo disco apenas de canções inéditas, intitulado Crayons. Nesse intervalo, a cantora permanceu ativa, lançando vários singles decorrentes de participações em trilhas sonoras, coletâneas e projetos especiais (“Carry On”, “Melody Of Love”, “Whenever There Is Love”, “The Power Of One”, “I Will Go With You”). Além disso, em 1996, participou do álbum “Gently”, de Liza Minnelli, no dueto “Does He Love You”.

Morreu em 17 maio de 2012, na Flórida, vítima de câncer.[1]

Discografia

Principais álbuns

Compilações

  • 1978 Greatest Hits (No. 4 R.U.)
  • 1979 Greatest Hits On the Radio Vol. I & II (No. 1 EUA, No. 24 R.U.)
  • 1980 Walk Away: Collector’s Edition (No. 29 EUA)
  • 1885 The Summer Collection
  • 1987 The Dance Collection
  • 1990 The Best of Donna Summer (No. 12 R.U.)
  • 1993 The Donna Summer Anthology
  • 1994 Endless Summer (No. 37 R.U.)
  • 1998 Greatest Hits
  • 2003 The Journey: The Very Best of Donna Summer (No. 111 EUA, No. 6 R.U.)
  • 2005 Gold

Singles

  • 1971 Sally Go ‘Round the Roses
  • 1974 Denver Dream
  • 1974 The Hostage
  • 1974 Lady of The Night
  • 1975 Love to Love you Baby (No. 2 EUA, No. 4 R.U., No. 1 EUA Dance)
  • 1976 Could It Be Magic (No. 28 EUA, No. 40 R.U., No. 1 EUA Dance)
  • 1976 Try Me, I Know We Can Make It (No. 32 EUA, No. 1 EUA Disco)
  • 1976 Wasted/Come With Me (No. 1 EUA Disco)
  • 1976 Spring Affair (No. 26 EUA, No. 1 EUA Disco)
  • 1976 Winter Melody (No. 16 EUA, No. 27 R.U.)
  • 1977 Down Deep Inside (Tema de The Deep) (No. 18 EUA, No. 5 R.U., No. 3 EUA Dance)
  • 1977 I Remember Yesterday (No. 14 UK, No. 1 EUA Dance)
  • 1977 Can’t We Just Sit Down (No. 20 EUA)
  • 1977 I Feel Love (No. 6 EUA, No. 1 R.U., No. 1 EUA Dance)
  • 1977 Love’s Unkind (No. 3 R.U., No. 1 EUA Disco)
  • 1977 Once Upon a Time (No. 1 EUA Disco)
  • 1977 I Love You (No. 20 EUA, No. 10 R.U.)
  • 1978 Back In Love Again (No. 29 R.U.)
  • 1978 Last Dance (No. 4 EUA, No. 51 R.U., No. 1 EUA Dance)
  • 1978 MacArthur Park (No. 1 EUA, No. 5 R.U., No. 1 EUA Dance)
  • 1978 Rumour Has It (No. 32 EUA, No. 19 EUA)
  • 1979 Bad Girls (No. 1 EUA, No. 11 R.U., No. 1 EUA Dance)
  • 1979 Dim All the Lights (No. 2 EUA, No. 29 R.U., No. 54 EUA Dance)
  • 1979 Sunset People (No. 46 R.U.)
  • 1979 No More Tears(Enough Is Enough) (com Barbra Streisand) (No. 1 EUA, No. 3 R.U., No. 1 EUA Dance)
  • 1979 Heaven Knows (No. 4 EUA, No. 34 R.U., No. 1 EUA Dance)
  • 1979 Hot Stuff (No. 1 EUA, No. 11 R.U., No. 1 EUA Dance)
  • 1980 On the Radio (No. 3 EUA, No. 32 R.U., No. 8 EUA Dance)
  • 1980 Walk Away (No. 21 EUA)
  • 1980 The Wanderer (No. 3 EUA, No. 48 R.U., No. 8 EUA Dance)
  • 1981 Cold Love (No. 31 EUA, No. 44 R.U.)
  • 1981 Who Do You Think You’re Foolin’ (No. 40 EUA)
  • 1982 Love Is In Control (Finger On the Trigger) (No. 10 EUA, No. 18 R.U., No. 3 EUA Dance)
  • 1982 State of Independence (No. 19 EUA, No. 14 R.U.)
  • 1982 I Feel Love (remix) (No. 21 R.U.)
  • 1983 She Works Hard For the Money (No. 3 EUA, No. 25 R.U., No. 3 EUA Dance)
  • 1983 Unconditional Love (No. 41 EUA, No. 14 R.U.)
  • 1983 The Woman In Me (No. 33 EUA, No. 62 R.U.)
  • 1984 Love Has a Mind of Its Own (No. 70 R.U.)
  • 1984 Supernatural Love (No. 75 EUA, No. 12 EUA Dance)
  • 1984 There Goes My Baby (No. 21 EUA)
  • 1987 Dinner with Gershwin (No. 48 EUA, No. 13 R.U., No. 1 EUA Dance)
  • 1988 All Systems Go (No. 54 R.U.)
  • 1989 Breakaway (No. 49 R.U., No. 31 EUA Hot Dance)
  • 1989 Love’s About Change My Heart (No. 24 EUA, No. 20 R.U., No. 3 EUA Dance)
  • 1989 When Love Takes Over You (No. 72 UK)
  • 1989 This Time I Know It’s For Real (No. 7 US, No. 3 UK, No. 1 EUA Dance)
  • 1989 I Don’t Wanna Get Hurt (No. 7 R.U.)
  • 1991 When Love Cries (No.77 EUA)
  • 1991 Work That Magic (No. 74 R.U.)
  • 1994 Melody of Love (No. 1 EUA Hot Dance, No. 21 R.U.)
  • 1994 Any Way At All
  • 1995 I Feel Love (remix) (No. 8 R.U., No. 9 EUA Dance)
  • 1996 State Of Independence (remix) (No. 13 R.U.)
  • 1997 Carry On (No. 65 R.U., No. 25 EUA Hot Dance)
  • 1999 I Will Go With You (No. 79 EUA, No. 44 R.U., No. 1 EUA Dance)
  • 1999 Love Is the Healer (No. 1 EUA Hot Dance)
  • 2000 The Power of One (No. 2 EUA Hot Dance)
  • 2004 Dream-A-Lot’s Theme (No. 20 EUA Hot Dance)
  • 2004 You’re So Beautiful (Ultimate Mix) (No. 5 EUA Hot Dance)
  • 2005 I Got Your Love (No. 4 EUA Hot Dance)
  • 2008 I’m a Fire (No. 1 EUA Hot Dance)
  • 2008 Stamp Your Feet (No. 1 EUA Hot Dance)
  • 2009 Fame (The Game) (No. 1 EUA Hot Dance)
  • 2010 To Paris with Love (No. 1 EUA Hot Dance)

Referências

  1. “Donna Summer, rainha da era Disco, morre aos 63 anos “. Estado de S. Paulo, 17 de maio de 2012
  2. Notas: Informações para singles nos Estados Unidos (EUA) fornecidas pela Billboard Hot 100 e Hot Dance Music/Club Play, e para álbuns pela The Billboard 200. Informações para singles e álbuns no Reino Unido (R.U.) fornecidas pela The U.K. Singles Chart.

Ligações externas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

http://pt.wikipedia.org/wiki/Donna_Summer

Paulo Freire é Oficialmente patrono da educação no Brasil

Paulo Freire é oficialmente patrono da educação no Brasil

Foi publicado no Diário Oficial da União, na segunda-feira, 16, a lei que declara Paulo Freire como patrono da educação brasileira. O Projeto de lei que transforma o educador em patrono brasileiro foi aprovado no inicio do mês de março pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.

A decisão de transformar Paulo Freire em patrono da educação brasileira foi unanimidade. Esta é uma forma de lembrar o trabalho desenvolvido pelo educador no Brasil, e também sua importância na educação em todo o mundo, além e educador Paulo Freire foi também um filósofo.

Nascido Paulo Reglus Neves Freire, faleceu no ano de 1997. O seu método é considerado como um dos mais avançados da pedagógica mundial, foi um dos principais pensadores da pedagogia em sua época e acabou influenciando o que hoje é conhecido por pedagogia critica.

Paulo Freire conseguiu demonstrar que o caminho deveria ser construído pela própria pessoa, assim ela desperta para o mundo e consegue sozinha elevar-se a uma condição cidadã. Um pouco diferente do método tradicional onde o estudante apenas segue um caminho já traçado.

O educador é reconhecido mundialmente com 41 títulos de doutor honoris causa. Sendo os principais deles concedidos pela Universidade de Harvard, Cambridge e de Oxford. A trajetória de Freire sempre foi um tanto conturbada já que o educador sempre foi também muito participante na politica social.

Paulo Freire foi preso em 1964, durante o regime militar brasileiro, ele foi exilado no chile e depois acabou por percorrer muitos países, onde atuava junto a educação, demonstrando sua teoria e pratica da pedagogia critica e o modelo de alfabetização.

O educador só pode retornar ao Brasil 15 anos depois, em 1979, com a publicação da Lei da Anistia. Existe hoje projetos que levam publicações de Paulo Freire a todo o mundo. Através de um compendio digital com as obras de Paulo Freire.

Para conhecer mais sobre a obra e vida do educador e patrono da educação brasileira, Paulo Freire, é possível acessar o acervo Paulo Freire, que concentra informações sobre sua trajetória e seu trabalho para a educação.

Fonte: Tudo em Foco

http://www.tudoemfoco.com.br/paulo-freire-e-oficialmente-patrono-da-educacao-no-brasil.html

A árvore cartesiana, os princípios metafísicos e Deus

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René Descartes - Autor do
René Descartes – Autor do “discurso do Método” e das “Meditações Metafísicas”

Matemático, físico e filósofo, autor do “Discurso do Método” e das “Meditações Metafísicas”, Descartes elaborou um novo método de conhecimento fundado sobre a razão, a única capaz de permitir ao homem alcançar um conhecimento perfeito das verdades mais elevadas. O famoso “Cogito ergo sum” (Penso, logo existo!) faz do pensamento o princípio da existência.

Tendo feito seus estudos clássicos com os jesuítas de La Fléche, Descartes logo se interessou pelas matemáticas como se fossem a causa da certeza e da evidência de suas razões. O sistema que elaborou é marcado pelo rigor. No prefácio dos Princípios da Filosofia, ele define o conhecimento (a Filosofia) semelhante a uma árvore. As raízes são constituídas pela Metafísica, indicando que todo saber do sistema se apoia sobre a existência de Deus, considerado como o revelador e criador das verdades. É, portanto, de Deus que o homem deve deduzir as regras indispensáveis para compreender o mundo. Nessa perspectiva, a Física é a aplicação dessa concepção de conhecimento, formando o tronco da árvore. E, enfim, os galhos são constituídos pelas outras ciências (Medicina, Mecânica) e a moral, que surgem como os resultados da pesquisa, sobre a qual o próprio Descartes esboça grandes tratados.

O método cartesiano resultante dessa concepção toma como ponto de partida a solução da “tábula rasa” que consiste em negar toda existência, todo dado. Mas negar supõe em si a existência de um pensamento, já que é preciso pensar para negar, evidenciando, assim, a existência de uma razão. Essa razão é suscetível de conhecer a verdade, porque Deus existe, ao mesmo tempo tendo criado o mundo e a ferramenta necessária para conhecê-lo. Essa ferramenta é o espírito humano.

Mas o homem é falível e para usar corretamente o método é preciso utilizar alguns princípios comuns. São eles:

- Saber que o bom senso é a coisa mais bem partilhada do mundo, como potência de bem julgar e distinguir o verdadeiro do falso. É a isto que denominamos bom senso ou Razão e que é igual em todos os homens;

- Necessidade de um método: não é o bastante ter o espírito bom, mas o principal é aplicá-lo bem. As grandes almas são capazes dos maiores vícios, bem como das maiores virtudes;

- Probidade intelectual: jamais receber alguma coisa por verdadeira sem que a tenha conhecido evidentemente, isto é, evitar a precipitação e a prevenção;

- Lealdade política e moderação: a primeira regra é obedecer às leis e aos costumes de meu país, observando constantemente a religião na qual Deus deu ao homem a graça de ser instruído desde a infância, devendo se autogovernar seguindo as opiniões mais moderadas e distantes dos excessos;

- Aceitação estoica do mundo: cuidar sempre de superar a si mesmo ao invés de querer mudar os outros;

- Primazia do pensamento e limite do ceticismo: notando que o Cogito é tão firme e seguro que nenhuma suposição extravagante dos céticos seria capaz de enfraquecê-lo, deve-se tê-lo pelo primeiro princípio da Filosofia.

Assim, ao compreender a realidade de forma evidente e, por isso, racional, pensada, podemos utilizar os princípios do método filosófico a fim de conservar nossa saúde, gerir melhor os negócios e também nos tornarmos melhores a nós próprios, afastando-nos da superstição e da presunção sem que com isso caiamos no ceticismo absoluto. Deus é, em última instância, a verdade que garante ao sujeito o poder de conhecer.

 

 

Por João Francisco P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP

 

Fonte: Brasil Escola

http://www.brasilescola.com/filosofia/a-arvore-cartesiana-os-principios-metafisicos-deus.htm

PLANEJAMENTO PARA ENCONTRO EM SALA DE AULA DE ENSINO RELIGIOSO PARA A TURMA DO 9º ANO

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Por Austri Junior
Introdução
O Diabo ainda povoa o imaginário da população no Brasil contemporâneo, e, como no imaginário judaico, e na idade média católica, a populção de baixa renda brasileira dos dias atuais ainda tem medo do diabo, e, como sabemos por convivência eclesial (em nossas próprias igrejas), e por conhecimento tanto empírico, quanto Teológico, que o cristianismo protestante evangélico em seus movimentos pentecostais e neo-pentecostais, e por influência desses movimentos que invadiram a mídia, também algumas igrejas protestantes históricas estão “sofrendo a influência do diabo em seus cultos e liturgias”, que de uma forma ou de outra, acabam chegando à sociedade e inflenciando a comunidade e as pessoas, mesmo aquelas não-evangélicas.

Objetivo
1) Levantar e fomentar o debate à cerca desse fenômeno na religião judaico-cristã, e qual a sua influência na sociedade pós-moderna como um todo;
2) Discutir a realidade e/ou a fantasia sobre a existência de tal ser;
3) Discutir qual o poder que de fato, o diabo poderia ter ou não sobre as vidas humanas;
4) Incentivar os educandos a compreender e respeitar as demais crenças e religiões, sem demonizá-las, e/ou satanizá-las.
Tempo investido:
Tantos encontos quanto forem necessários
Material utilizado no local do encontro
O texto apresentado abaixo:
“A PRESENÇA DO DIABO NO QUOTIDIANO MEDIEVAL JUDAICO: OS RITOS DE PASSAGEM.”
Atividades
Buscar na biblioteca da escola, na internet e em textos sagrados de religiões não cristãs a presença do diabo e/ou seres com semelhantes características (possível ou supostamente o mal), para análise e comparação, suscitando novos debates e questionamentos que levem os educandos à pesquisa, e ao conhecimento de outras manifestações religiosas, e à confrontarem os contextos religiosos diversos para a compreensão e o respeito à diversidade e pluralidade religiosas.
***
A PRESENÇA DO DIABO NO COTIDIANO MEDIEVAL JUDAICO: OS RITOS DE PASSAGEM
Sergio Alberto Feldman Graduado em História pela Universidade de Tel Aviv (Israel). Mestre em História Social (medieval) pela USP e Doutor em Antiguidade Tardia pela UFPR (Curitiba). Professor adjunto de História Medieval na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). serfeldpr@yahoo.com.br
RESUMO
Este artigo almeja entender a presença do Diabo no ciclo da vida das comunidades judaicas medievais. O Judaísmo é estritamente monoteísta não oferecendo espaço para algum tipo de dualismo, tampouco a teologia judaica aceita a existência do Diabo. Entretanto, a realidade é distante da teoria: os judeus, especialmente as camadas menos cultas de sua população, de fato crêem e temem o Diabo. Os rabinos e eruditos devem levar em conta estas crenças e superstições. Esta contradição é transparente nas tradições e nos costumes do Judaísmo medieval. Há explicações opostas sobre os significados destes rituais/cerimônias, celebrações e símbolos: algumas são eruditas e filosóficas, já outras são apenas significados populares de superstições e crenças.
Introdução
O Diabo foi tema de vasta literatura no período medieval. Desde a patrística grega e latina, e por todas as crônicas e relatos do mundo medieval, o Diabo era onipresente e exercia uma influência notável, no mundo dos vivos sendo referenciado como atuante e proselitista. Um aceso debate ocorria entre teólogos e pensadores da Igreja que, ao mesmo tempo, tratavam de delinear os limites de seu poder, para evitar que o Cristianismo adotasse doutrinas dualistas, já que a onipotência divina, não podia ser igualada pelo exército satânico e, por outro, lado faziam uso cotidiano de sua presença e malignidade em prédicas, cultos e exorcismos, de todos os tipos.Como a História se relacionou com este tema nos últimos séculos?
A historiografia de influência iluminista adotou uma postura cética e de estrito racionalismo. A escola metódica enfocando temas de conteúdo político, diplomático e militar, envidou poucos esforços em abordar tal tema. Grassava certo repúdio por um tema obscuro, que era impregnado de crendices tolas e superstições. Tais temas não seriam dignos de estudo. O Romantismo, por sua vez, retomou o interesse pelo medievo e pelos temas religiosos. Em meados do séc. XIX reaparece esta temática.
A primeira obra digna de menção foi de autoria de Michelet, que em seu clássico livro La sorciére1 retomou de maneira pioneira o interesse, da história nos estudos do sobrenatural e das relações entre o mundo natural e o sobrenatural.No século XX, vemos uma retomada lenta do interesse no estudo do sobrenatural e em particular no Diabo. Em seu livro clássico O Declínio da Idade Média, editado pela primeira vez em 1919, o celebrado autor Johan Huizinga dedica algumas palavras e referências, à presença marcante do Demônio ou Diabo no cotidiano medieval. O autor em diversos aspectos seria um dos “ancestrais” do gênero histórico denominado como História das Mentalidades ou dos Comportamentos, que floresceu na segunda metade do século passado. Huizinga percebeu que o Demônio estava muito “vivo” no cotidiano das pessoas que viveram e descrevem os séculos XIV e XV.2

Na seqüência, já em meados do séc. XX, houve contribuições interessantes neste tema, mas somente na terceira geração da escola de Annales é que os estudos se ampliaram e aprofundaram. Temos algumas obras de expressão: Delumeau, Áries, Duby, Le Goff, Richards, entre muitos mais. Essa tendência se espalhou e gerou obras diversas.

No Brasil podemos citar a obra de Carlos Roberto Nogueira, tanto sobre as bruxas e feiticeiras, quanto sobre o Diabo.3 O Diabo e Deus: dilemas do monoteísmo Como as religiões monoteístas se colocavam diante da temática do Diabo? A posição da Igreja é contraditória, mas, apesar de criticar certos exageros, é uma instituição que aceitou e utilizou-se de conceitos ligados ao Diabo. Desde a Antiguidade Tardia, os autores da Patrística, que definiram e conceituaram a teologia clássica cristã, debateram e advertiram sobre o Diabo. S. Jerônimo é uma das mais fortes referências.João Crisóstomo em Antioquia advertia seus paroquianos sobre os riscos do Diabo.
Isidoro de Sevilha falava intensamente e extensamente sobre o Diabo.4 Agostinho não tem dúvidas, na sua ótica neo-platônica e cristã, de que o Diabo transita no mundo inferior, na Cidade dos homens. Cria-se o conceito de que se travava uma batalha entre as forças do Bem e do mal. Nas palavras de Nogueira: “[...] os cristãos concordavam em que a queda do homem não foi mais que um episódio na história de um prodigioso combate cósmico, iniciado antes da Criação [...]”.5 A queda do homem teria sido precedida por uma revolta de algumas das falanges celestiais contra Deus e estes haviam sido precipitados do céu por Deus. Portanto, transitavam na terra e seduziam os humanos para obter adeptos a seu partido.Até mesmo gente culta como os teólogos e pensadores S. Tomás de Aquino, fundamentado e autorizado por Santo Agostinho, determina que: “Omnes quae visibiliter fiunt in hoc mundo possunt fieri per daemones”.6
Muitos dos autores e pensadores medievais demonstram certa dose de crítica a esta postura da Igreja, mas nunca negam a existência e a presença do Diabo. Os opositores mais ferrenhos da Igreja, no medievo, foram os heréticos dualistas também denominados maniqueus. Foram sendo reprimidos através do tempo e do espaço: maniqueísmo, mazdeísmo, os paulicianos, os bogomilos e os albigenses. Acreditavam na existência de dois poderes antagônicos e contradiziam o monoteísmo trinitário. Isso era a negação de dogmas fundamentais da Cristandade e sugeria a necessidade de repressão. Eram, portanto, mais adeptos de presença do mal, como entidade independente, do que a própria Igreja que criticavam.

A construção e a manutenção das crenças do imaginário se dão num processo de longa duração. O imaginário se constrói dentro e em função de um determinado contexto social. O Diabo surge no Cristianismo primitivo como uma faceta do intenso dualismo que marca a luta da Igreja para se afirmar nos séculos III e IV. O medievo é uma sucessão de confrontos entre o bem (encarnado pela Igreja) e o mal (encarnado pelo Diabo e seus aliados).

O belicismo, o simbolismo e o contratualismo vigentes neste período são facetas do confronto contínuo entre Deus e a Igreja que o representa contra o Diabo. No dizer de autores como Hilário Franco Jr. o que predominava era “[...] a visão sobrenatural que se tinha do Universo”.7 O “sobrenatural se mostrando no natural” era um fato cotidiano e corriqueiro, já que a hierofania (manifestações do sagrado no profano) era parte da crença aceita. Até os inimigos da Igreja têm esta visão dualista.

Mesmo sendo críticos da Igreja, muitos grupos heréticos tinham uma visão dualista do mundo e enxergavam o confronto entre o espírito e a matéria, entre o bem e o mal, Deus e o Diabo, no cotidiano e dentro de uma visão hierofânica. Isso pode ser visto entre as heresias dualistas e maniqueístas tais como os bogomílios, os albigenses, e os cátaros de uma maneira ampla, como já frisamos antes. O que muda é que a Igreja passa ser a encarnação do mal e que deve ser combatida.8 Os dualistas foram severamente perseguidos.

Para a Igreja católica, o Diabo não podia ser nivelado no mesmo patamar que Deus. Sendo essa premissa teológica respeitada, o Diabo tinha “salvo conduto”, para atuar entre os humanos e tentá-los. Sua atuação no cotidiano cristão medieval é completa. Está em tudo e em todos os lugares e situações. Seus seguidores são numerosos e ativos.9

A Igreja com todo o seu poder político, religioso e social era a maior formadora de opinião, apesar da crítica das heresias e da contestação social vigente na baixa Idade Média. A Igreja comanda a luta contra o mal e seu líder: Satã. A ordem de Cluny comanda a luta a partir do século X. A Inquisição medieval encabeçada pelos dominicanos se tornará a vanguarda da luta contra o mal encarnado nas heresias, já no século XIII. Grande número de textos foram escritos sobre o assunto. A Igreja autorizou a publicação e deu divulgação através da ordem dos dominicanos de uma obra clássica do tema da bruxaria e da demonologia, o assim chamado Malleus Maleficarum, também popularmente conhecido como O Manual da Caça as Bruxas, que foi editado no final do século XV, por dois freis dominicanos, Heinrich Kramer e Jacob Sprenger. O seu uso declarado era para servir como guia aos Inquisidores que interrogavam e torturavam bruxas e seguidores de heresias satanista. Exorcismos e formas de identificar bruxas e demônios povoam suas páginas.10

Além de bruxos e feiticeiras, uma minoria era tradicionalmente discriminada e perseguida em épocas de crise durante a Idade Média europeia: a minoria judaica.11

Veja a matéria completa:
Revista Fênix

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Fonte: Blog História Viva


Extraído do (meu) Blog Teologia e Sociedade
www.circuloteologico.blogspot.com
Por Austri Junior – Para a Disciplina Metodologia do Ensino Religioso do Curso de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Faculdade Unida de Vitória – FUV, em 2010, Profº Mestre Edson Maciel Junior.

Filosofia

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A palavra filosofia é de origem grega. É composta por duas outras: philo e sophia. Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais. Sophia quer dizer sabedoria e dela vem à palavra sophos, sábio.

Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber. Filósofo: o que ama a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber. Assim a filosofia indica um estado de espírito da pessoa que ama, isto é, daquela que deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita.

Pitágoras de Samos teria afirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas que os homens podem desejá-la ou amá-la, tornando-se filósofos. “Quem quiser ser filósofo necessitara infantilizar-se, transformar-se em menino”. (M. Garcia Morente).

Artigos de “Filosofia”:

Fonte: Brasil Escola

http://www.brasilescola.com/

 

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